sábado, 3 de março de 2018

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A trágica história de Pompéia: soterrada pelo Vesúvio, cidade é redescoberta e se transforma em museu a céu aberto

Era o dia 24 de agosto de 79 d.C. e os moradores da pequena cidade de Pompéia, na costa de Nápoles, na Itália, começavam as atividades da rotina diária. Em poucas horas, esse clima de tranquilidade seria substituído pelos caos e desespero em uma das mais trágicas histórias de calamidades naturais do mundo: o vulcão Vesúvio entrou em erupção e seus gases tóxicos, detritos e lavas mataram quase 16 mil pessoas. Hoje, séculos depois, redescoberta, as ruínas de Pompéia se transformaram em um museu a céu aberto, permitindo o conhecimento mais aprofundado da antiga civilização romana e atraindo multidões, todos os dias.
A entrada de Pompéia
A entrada das impressionantes edificações em pedra das ruínas de Pompéiapompei30
Estátuas podem ser encontradas em algumas construções.
Estátuas e pinturas podem ser encontradas nas construções, numa demonstração de como a civilização soterrada estava evoluída.
Centenas de visitantes andam pelas ruas da antiga cidade de Pompéia todos os dias.
Centenas de visitantes andam pelas ruas da antiga cidade de Pompéia todos os diasO anfiteatro, palco de lutas de gladiadores, impressiona pela sua conservação..
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A cidade era palco de grandes festas, como pode ser vistos nas ruínas dos anfiteatrospompei23
Pompéia passou séculos ignorada, soterrada por toneladas de escombros. Somente em 1748 começaram as escavações que fizeram ressurgir as ruínas da cidade, hoje o mais importante sítio arqueológico da Europa. Pompéia recebe uma média de dois milhões de visitantes por ano. Eles percorrem suas ruas de pedra e têm a oportunidade de conhecer mais sobre a vida no antigo Império Romano.
Em Pompéia prepare-se para andar muito. Uma visita detalhada pelo local leva, em média, de 3 a 4 horas. Alugue um áudio-guia no quiosque ao lado da bilheteria, que explica e traz curiosidades sobre as construções.
As múmias, retrato fiel dos últimos momentos dos moradores de Pompéia.
As múmias, recobertas de lava, retrato fiel dos últimos momentos dos moradores de Pompéia.
Pinturas nas paredes foram restauradas
Pinturas nas paredes foram restauradaspompeia2
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A estutura de antigas residências permite conhecer um pouco mais sobre a vida dos moradores da cidade
Há ruínas de casas, tabernas, anfiteatro, banheiros e até prostíbulo. Muitas pinturas nas paredes das casas foram recuperadas, mas o que mais chama a atenção dos visitantes são as “múmias”, formadas por restos dos corpos petrificados das vítimas do Vesúvio cobertos com gesso, que registram a posição em que estavam no momento da erupção.
Se puder, também visite o Museu Arqueológico de Nápoles, próximo a Pompéia, que reúne utensílios domésticos, cerâmicas, esculturas e outros objetos encontrados nas escavações de Pompéia e Herculano, cidade vizinha também soterrada pelas lavas do Vesúvio.
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A caminhada é longa, mas os atrativos são muitosParte interna do anfiteatro de Pompéia.
O anfiteatro, palco de lutas de gladiadores, impressiona pela sua conservação.
O anfiteatro, palco de lutas de gladiadores, impressiona pela sua conservação.
Parte interna do anfiteatro de Pompéia.
Parte interna do anfiteatro de Pompéia.
Como chegarAs múmias, retrato fiel dos últimos momentos dos moradores de Pompéia.
De Roma à Pompéia são 241km, cerca de 2h50 de carro e 1h de trem, o que permite, inclusive, fazer um bate-volta. De Nápoles, que também tem aeroporto, são 30 minutos.
Próximo a Pompéia fica Herculano, outra cidade também destruída pelo Vesúvio que pode ser visitada.
Depois da visitar Pompéia, uma boa opção é continuar a viagem até Positano, na Costa Amalfitana, um paraíso do Mediterrâneo. De carro, a viagem dura aproximadamente 1h20. Mas aí já é melhor ficar para dormir e, no dia seguinte, curtir as pequenas cidades da belíssima região. E isso é outra história 
Centenas de visitantes andam pelas ruas da antiga cidade de Pompéia todos os dias.
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A cidade era palco de grandes festas, como pode ser vistos nas ruínas dos anfiteatrosPinturas nas paredes foram restauradas
Pompéia passou séculos ignorada, soterrada por toneladas de escombros. Somente em 1748 começaram as escavações que fizeram ressurgir as ruínas da cidade, hoje o mais importante sítio arqueológico da Europa. Pompéia recebe uma média de dois milhões de visitantes por ano. Eles percorrem suas ruas de pedra e têm a oportunidade de conhecer mais sobre a vida no antigo Império Romano. Nápoles, que foi um ponto estratégico para circular melhor pela região. As facilidades de transporte em Nápoles são melhores do que em outras regiões, contendo muitas opções de saídas de trens e barcos para outros destinos e as hospedagens são mais acessíveis também.

Fiz um bate e volta em Pompéia para conhecer a fabulosa história de uma cidade que foi erguida por rochas vulcânicas e sido fundado pelos oscanos no século VIII a.C. 

Depois de um tempo, a cidade se rendeu ao ditador romano Sillas e tornou-se um centro residencial por famílias nobres. Mas a fama dessa pequena região surgiu após ser manchete da destruição que a erupção do vulcão Vesuvio causou na cidade no ano 79 d.C.

Uma tragédia inesperada devido acreditarem que o Vesuvio era classificado como um vulcão adormecido. Grande parte da população foi pega de surpresa e morreu soterrada pela lava e cinzas, que cobriu a região por quase 6 metros de altura. Dizem que a força da erupção foi tão grande, que até hoje, você pode observar que se formou uma enorme caldeira, devido à destruição da parte superior do vulcão pela lava.


Curiosidade: “a maioria dos corpos encontrados estavam em posição fetal e pela teoria dos arqueólogos, é uma posição comum adotada por pessoas que morrem de asfixia. Muitos deviam ter sufocado com os gases superquentes que atingiram a cidade durante a erupção.” (www.megacurioso.com.br)

Nesse post "POMPEIA: a cidade devastada pelo vulcão Vesuvio!", eu falarei da minha experiência em Pompeia.

Como chegar em Pompéia?

Super fácil. Chegando na Napoli Centrale, ferroviária de Nápoles, pegue as escadas rolantes para descer até a Napoli Garibaldi, onde tem um guichê para compra o bilhete do trem da companhia Circumvesuviana.


ATENÇÃO: há duas estações em Pompeia: a Pompei Scavi, que fica quase em frente à porta Marina e a estação Pompei, por onde eu cheguei na cidade.

Na distração, acabei informando ao rapaz do guichê somente Pompei e os trens que vão para essa estação, não param na Pompei Scavi. No início, fiquei bem chateada por ter comprado errado o ticket, mas depois, até achei que valeu a pena. Por quê?

Porque percebi que quem chega pela Pompei Scavi, acaba percorrendo duas vezes os trajetos principais das escavações, pois, terá que ir até o outro lado e voltar tudo de novo.

Já eu fiz o percurso do turismo que dorme em Pompei, entrando pela Porta Nocera, onde há um edifício envidraçado com exemplos de pessoas petrificadas e que fica bem pertinho do Anfiteatro, ainda com uma estrutura impecável. Percorri os caminhos principais e sai na porta Marina, que fica pertinho da estação Pompei Scavi.

O que fazer em Pompeia?

O ponto alto é visitar as escavações com vestígios da época pré-romana. Como chegar nela? Estava comentando acima que cheguei em Pompeia pela estação Pompei. Assim que eu saí da estação, peguei a via Piave e segui até chegar no santuário de Nossa Senhora do Rosário e Piazza Bartolo Longo.

Como sabia que eu ficaria bastante tempo andando pelas escavações,aproveitei para comer uma pizza Napolitana num restaurante localizado na esquina da praça. Após isso, fui até o centro de turismo de Pompeia, que fica em frente ao santuário. Fui atendida maravilhosamente e pude tirar algumas dúvidas da região.


Segui a via Roma até chegar na Porta Nocera, onde comprei o bilhete de entrada. Logo após a catraca, você já pode ver de longe o Anfiteatro Di Pompei.




Seguem uma lista de alguns lugares interessantes e que estão mais conservados:

1- Anfiteatro
2- Casa della Venere
3- Thermopolium
4- Odeion
5- Terme Staniane
6- Lupanare
7- Terme Centrali
8- Casa dei Vetti
9- Casa del Fauno
10- Casa della Fontana Grande
11- Foro
12- Templo Di Apollo
13- Basílica

via Dell’Abbondanza é a principal dentro das ruínas, onde te leva a outras ruas periféricas. Muitas atrações estão situadas nessa via e se for andar de ponta a outra, terá o Anfiteatro bem próximo a ela e o Foro na outra ponta.




Separe um dia para ver, conhecer e entender com calma como foi a civilização e destruição de Pompeia. 

Seguem abaixo alguns lugares por onde passei em Pompei Scavi:

























O especial da Itália prossegue com nada mais nada menos que um post sobre a cidade de Pompéia. Adorei esse lugar. Pena que fiquei tão pouco tempo. Como não planejei a viagem acabei ficando menos do que gostaria, pois não imaginava que tinha tanta coisa pra ver.
Vulcão Vesúvio  Pompéia
Pompéia pra quem não sabe, sofreu com a erupção do vulcão Vesúvio em 79 d.c., deixando-a esquecida durante muitos anos. Depois dessa erupção, houve outras que simplesmente soterraram as cidades de Pompéia e Herculano. As escavações deram origem ao grande parque arqueológico que nos revela as pinturas, a arquitetura, teatros e alguns habitantes da época com suas formas humanas preservadas pelas cinzas petrificadas do vulcão. Essa parte é a mais triste. É possível encontrar crianças, bebês, pessoas em posições de fuga e desespero. Todas petrificadas. Essa tragédia ocorreu em poucas horas e por isso muitas pessoas não tiveram tempo de escapar.
Pompéia  Pompéia
Apesar da triste história, é bem legal ver como as escavações, que ainda prosseguem, reconstituíram tantos detalhes, minúcias e a alma do lugar. Pompéia era uma cidade muito bonita e bem desenvolvida. O lugar é gigantesco e você pode ficar lá durante horas. É muito bom passear por suas ruas largas e pelas casas bem ornamentadas. Ao mesmo tempo, é bem bizarro saber que o vulcão que entrou em erupção pela última vez em 1944, está ali bem pertinho, e existe uma suspeita de que o vulcão possa entrar em erupção novamente.
Pompéia  Pompéia
Para os mais corajosos, existem passeios para bem perto do vulcão. Eu queria muito ter ido, mas a falta de tempo me impossibilitou. Um passeio bem diferente que proporciona uma belíssima vista dos arredores. De Pompéia, também é possível fazer um passeio pelas Pompéiailhas Capri. Parece ser bem legal.

Informações Importantes:

Transporte: Fui até lá de Roma pela Trenitália. Existem vários tipos de trem. Quanto mais rápido, mais caro. Mas se você quiser ir de avião, também é possível. Você pode ir até Nápoles e de lá pegar um trem rapidinho.
Alimentação: Em Pompéia, os preços me pareceram bem mais acessíveis que em Roma, por razões óbvias. A cidade tem bons restaurantes, mais simples e com ar de comidinha caseira. Adorei!
Passeios: O sítio arqueológico de Pompéia fica próximo a estação de trem. Para ir ao Vesúvio ou para as ilhas Capri 

Pompéia e Herculano: As duas cidades destruídas pelo vulcão Vesúvio

    As ruínas das duas cidades estão localizadas no sul da Itália (bem na canela da bota) ao lado da movimentada Nápoles. Antes da erupção que marcou para sempre a história do lugar e de seus habitantes, essa foi a região onde os romanos mantinham suas vilas de férias. Por estar aos pés de um vulcão as terras eram muito produtivas além de terem uma localização privilegiada na costa.
    Hoje é possível caminhar pelas ruas de ambas e ver exatamente como o povo vivia na época e tudo o que acabou ficando para trás. Apesar da terrível tragédia, foi o vulcão Vesúvio que preservou Pompéia e Herculano para as futuras gerações. 
    Mostrando a sua força descomunal o vulcão soterrou e escondeu a cidade com toneladas de cinzas por quase 1700 anos. 
Ao fundo da foto o vulcão Vesúvio visto de Pompéia





    A destruição das duas cidades foi há quase 2 mil anos, nos tempos da Roma antiga. Uma onda mortal de cinzas e gases super quentes vindas no Vesúvio sepultou as cidades de Pompéia e Herculano inteiras. 
    Mesmo sem saber se esta foi a data que realmente a catástrofe aconteceu, a história conta que as 12:00 horas do dia 24 de agosto de 79 (no início da era Cristã) a erupção transformou imediatamente o dia em noite, do céu caiu uma mistura fina de pedras e cinzas que começou a cobrir as duas cidades. A tarde um terremoto sacudiu Pompéia e Herculano, momentos depois o vulcão explodiu, lançando uma coluna de rochas e fogo por 32 km de altura. 
    Na época da erupção Pompéia tinha aproximadamente 20 mil habitantes. A população em pânico tentou fugir da cidade, mas foi em vão. Os habitantes de Herculano correram em direção do mar, mas também não conseguiram se salvar. Hoje sabe-se que não foi a lava que matou as pessoas, e sim a forte onda de calor provocada pelo Vesúvio. 
    A tragédia foi a mesma nas duas cidades, mas os restos humanos encontrados nelas são bem diferentes. Em Herculano, durante as escavações foram encontrados esqueletos amontoados, queimados e quebrados sem nenhum vestígio das roupas que usavam. Já em Pompéia o resultado é famoso, as pessoas ficaram com a forma exata em que morreram e até mesmo os contornos das roupas ainda podem ser vistos. 
    A maior parte desses corpos para a minha decepção se encontram em Nápoles (no Museu Arqueológico Nacional de Nápoles). Os poucos que encontrei em Pompéia mostram posições dramáticas de agonia e dor. 

    Os corpos encontrados em Herculano estão diferentes dos de Pompéia porque 12 horas depois da erupção, uma avalanche de gás e poeira desceu do Vesúvio com uma velocidade de 130 km/h e a uma temperatura de 700 graus Celsius chamada de onda piroclástica. Ela destruiu tudo pelo caminho. Essa correnteza de gás super quente e cinzas levou menos de 5 minutos para destruir a cidade inteira de Herculado que fica a 5 km do Vesúvio. Os habitantes morreram instantaneamente. A onda estava tão quente que a carne deles se evaporou num segundo deixando apenas os ossos queimados. 
Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Herculaneum#/media/File:Ring_Lady.JPG
    Já Pompéia ficava a 6 km depois de Herculano, essa distância a mais foi fundamental para resfriar um pouco a onda piroclástica. Ao chegar a Pompéia o gás não estava mais a 700 graus, mas a 300 graus Celcius, o suficiente para matar as pessoas mas sem destruir a carne ou queimar as roupas delas. As cinzas que caíram do céu cobriram as vítimas nas posições exatas em que elas estavam. Os antigos moradores de Pompéia tiveram seus corpos decompostos, mas a forma deles ficou impressa na pedra vulcânica para sempre. Os famosos moldes são como sepulturas, que mais tarde foram preenchidos de gesso para uma melhor conservação. Diferente dos habitantes de Herculano que morreram instantaneamente, os pompeianos precisaram dar as 3 últimas „respiradas da morte“. 
Corpo de uma criança
Este parecia estar rezando

O corpo do cachorro mostra nitidamente seus últimos segundos de agonia.
    A erupção vulcânica de 79 provocou uma elevação no terreno formando uma nova costa. As cinzas e a lava cobriram uma área bastante significativa. Herculano que ficava á beira do mar na época foi descoberta antes de Pompéia. As escavações foram iniciadas em 1738, mas por ter sido uma área de de difícil acesso, Herculano acabou ficando em segundo plano.
    A medida em que a cidade de Pompéia foi se revelando todos perceberam que podiam caminhar por uma cidade romana praticamente inteira, com ruas pavimentadas, lojas, casas e anfiteatros. Com exceção dos telhados e algumas paredes que desabaram com o peso das cinzas; a cidade inteira estava bem conservada.  
    A decoração original continuava nas paredes, além dos utensílios domésticos. Toda essa descoberta acabou tendo um grande impacto nos estilos neoclássicos do século XVIII e no início do século XIX por todo o mundo ocidental. 






Foi encontrado inclusive um pão inteiro mas torrado pelo Vesúvio
Muitos dos utensílios em perfeito estado
    Quando as casas de Herculano começaram a ser reveladas, percebeu-se que foi uma cidade mais rica que Pompéia; uma grande quantidade de artefatos foi encontrada e a decoração romana nas paredes de algumas delas estava intacta. 
    As duas cidades que o Vesúvio destruiu e que suas cinzas as preservaram mudou conceitos na época. Quando os afrescos foram apresentados ao mundo influenciaram na pintura, arquitetura, e até na moda europeia. Depois de verem as pinturas as mulheres se livraram das roupas pesadas do século XVII e se inspiraram nos vestidos leves da antiguidade. 


    Nos arredores de Pompéia fica o anfiteatro, provavelmente o mais antigo exemplar sobrevivente feito de pedra no mundo. A construção mostra a importância de Pompéia no império Romano. O próximo anfiteatro de pedra seria erguido 100 anos depois na própria Roma, o famoso Coliseu. Originalmente, a arena se chamava espetacular e não anfiteatro, termo que ainda não tinha sido usado na época. 
    Hoje esse notável sobrevivente do mundo romano e as duas cidades estão na lista de patrimônio mundial da UNESCO e estão entre os pontos turísticos mais procurados da Itália com aproximadamente 2,5 milhões de visitantes por ano. 


    As escavações em Pompéia e Herculano também revelaram que as cidades estavam cheias de artefatos eróticos como esculturas, afrescos, símbolos e inscrições. Até mesmo itens domésticos tinham temas sexuais. Sem sombras de dúvidas Pompéia exalava sexo por todos os cantos.
    O bordel mais antigo do mundo foi encontrado em Pompéia. O Lupanare foi aberto ao público em 2006 depois da restauração dos afrescos e do telhado. No piso térreo estão 5 pequenos quartos com camas de pedra que possivelmente eram revestidas com colchões de palha e tecidos, nas portas apenas cortinas de retalhos. Nesta parte térrea o bordel recebia quem chegava da rua. O corredor é decorado com uma série de painéis eróticos, mas ainda não está claro se as imagens nas paredes foram propagandas para os serviços oferecidos ou meramente destinados para aumentar o prazer dos clientes do Lupanare.
    Já no piso superior não tem arte erótica e nem camas de pedras. Ali era um cômodo só, onde muito provavelmente tinha camas de madeiras e muitos tecidos para uma sala de alta classe. (Esta parte do prostíbulo não estava aberta ao público.)
Lupanare
Painéis eróticos
Um dos 5 quartos do piso térreo
Banheiro
    Foram encontrados em Pompéia 41 bordéis, sem contar os bares e tabernas onde também era vendido sexo. Estima-se que era o sexo que movimentava a economia da cidade. Muitas casas de famílias tinham um quarto escondido aos fundos onde uma prostituta trabalhava. Era escondido para não denegrir a imagem do dono da casa. 
    Como os casamentos nessa época eram por conveniência, o índice de traição era muito alto, as mulheres também cometiam o adultério, mas tinham que ser discretas, caso fossem descobertas eram mortas. 
    Também foram encontrados em Pompéia 13 quartos voltados para a rua, esses serviam como prostíbulos, mas com preços inferiores, as prostitutas eram geralmente escravas ou ganhavam muito pouco pelo serviço (o equivalente a um pedaço de pão). Nestes pequenos quartos de rua as prostitutas esperavam seus clientes do lado de fora, na beira da estrada ao lado de seus cafetões que as negociavam. 

    Uma expressiva coleção de objetos e afrescos eróticos foi reunida em Pompéia, mas foram consideradas obscenas demais e permaneceram até recentemente escondidas em um „museu secreto“ na Universidade de Nápoles. Grande parte destes afrescos mostram humanos tendo relações sexuais até mesmo com animais. Em resumo, muita coisa de Pompéia está em Nápoles, e como a minha viagem já estava toda programada, acabei ficando sem ver tudo.

     
    Se depois do passeio ainda sobrar tempo (o que não foi o meu caso) é possível conhecer de perto o Vesúvio, praticamente todos os dias do ano ônibus e automóveis sobem a estrada ao norte com milhares de pessoas querendo ver o vulcão e perto. Logo no interior da cratera existe uma lava seca; uma lembrança aos visitantes de que o Vesúvio é considerado um dos vulcões mais ativos da terra.  

    Como o nosso tempo foi curto e eu queria caminhar com calma, escolhemos explorar apenas Pompéia. É preciso no mínimo 3 horas para ver o principal da cidade. Antes de sair do Hotel baixe o aplicativo de Pompéia que é bem útil, lá você vai encontrar o mapa da cidade com os nomes certinhos dos monumentos e ruas para se localizar melhor. 
    Herculano tem menos gente e é mais fácil de caminhar entre as ruínas por ser menor, mesmo assim os turistas preferem a famosa e imponente Pompéia que é maior e lotada de visitantes. 
Necrópole


 Observações importantes: Pompéia também é conhecida mundialmente pela grande onda de roubos a turistas e ao próprio patrimônio. Como a cidade ficava no caminho para o Hotel pensamos em passar o dia em Pompéia e depois ir para o Hotel, mas depois de ler tantos incidentes com turistas achamos melhor levar as malas para o hotel primeiro e depois voltar. Se estiver de carro como nós, não deixe nada dentro que chame atenção. Se o carro for alugado como também foi o nosso caso, precisa ficar em estacionamento fechado, caso contrário se ele for roubado o seguro não vai cobrir por se tratar de uma zona perigosa da Itália. Isso vai estar escrito no contrato de locação. 
    Deixamos o carro no estacionamento Spartacus, mas não recomendo, custou 10 Euros, mas fomos praticamente „obrigados“ a pagar uma gorjeta bem gorda para o senhor que cuidava. Eles te obrigam a manobrar o carro em vagas minúsculas sem espaço para os veículos do lado saírem depois. Perdemos meia hora para estacionar e mais meia hora para tirar o carro na volta. Fora esse perrengue todo eles queriam nos obrigar a comprar um mapa e um guia de Pompéia por um preço exorbitante. O lugar também serve de estacionamento para Trailers, que pareceu ser bem melhor e maior do que o de carros. 
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Pompéia  era uma típica cidade romana, situada próxima ao vulcão Vesúvio, nos arredores de Nápoles, ao sul da Itália.

Entre 27 d.C. e 37 d.C., a cidade viveu seu apogeu. Grandes edifícios privados e públicos foram construídos, mas um terremoto em 62 d.C. derrubou grande parte da cidade. A cidade estava sendo reerguida quando, em 24 de agosto de 79 d.C, o Vulcão Vesúvio explodiu, expelindo grande quantidade de pedras incandescentes, lava vulcânica que solidificou rapidamente, e também espalhou  muita fumaça tóxica.

A cidade de Pompéia foi totalmente coberta e quase toda população morreu soterrada.


Hoje,  historiadores e arqueólogos descobrem várias peças , que pela alta temperatura, durante todos esses anos, permaneceram intactas.
Portanto o que mais impressionou os pesquisadores foram os corpos petrificados, em posição de proteção, que foram atingidos pelas lavas vulcânicas.




Tais achados , tem revelado os aspectos sociais, políticos, econômicos e artísticos dessa sociedade.

Na verdade, por mais que tenhamos lido a respeito de Pompéia,  isto não  nos prepara para o impacto provocado por suas ruínas, que estão entre as mais famosas do mundo.
As casas, as lojas de vinhos, os banhos públicos, os bordéis, que lá estão petrificados, são como uma janela onde podemos imaginar a vida que animava essa cidade portuária ao pé do monte.


Atualmente, as ruínas do sitio arqueológico de Pompéia,  são visitadas por milhares de turistas do mundo todo.
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Onda de calor de 600ºC matou moradores de Pompeia, diz estudo


Criança encontrada em Pompeia, vítima da erupção do Vesúvio

Erupção do Vesúvio dizimou a cidade romana no ano 79; a onda de calor foi parecida com uma explosão atômica

Uma pesquisa feita por cientistas italianos aponta que os habitantes da cidade de Pompeia, destruída por uma erupção do vulcão Vesúvio no ano de 79, morreram instantaneamente por uma onda de alta temperatura, e não sufocados por gases, como se pensava até agora.

O estudo, divulgado pela publicação científica PLoS One, foi realizado por pesquisadores do Observatório Vesuviano, ligado ao Instituto de Geofísica e Vulcanologia de Nápoles.

Especialistas em vulcanologia e biologia examinaram estratos de cinzas no solo de Pompeia, moldes feitos com os restos dos corpos das vítimas guardados no museu da cidade e fragmentos de ossos.

"Os ossos apresentam microfraturas, mudança de cor e processo de cristalização, efeitos característicos de altas temperaturas", disse à BBC Brasil Giuseppe Mastrolorenzo, coordenador da pesquisa.

Segundo o vulcanologista, na primeira fase da erupção houve uma chuva intensa de pedras e cinzas que formou um estrato de 3 metros de altura. "Muitos moradores da cidade morreram soterrados, e os que sobreviveram morreram na segunda fase, devido a uma onda de calor de 600ºC, parecida com uma explosão atômica", disse. "Todas as evidências indicam que as mortes foram causadas por exposição a altas temperaturas."

Morte instantânea
De acordo com Mastrolorenzo, a posição em que as vítimas foram encontradas é uma das provas de que a morte foi instantânea. "A posição dos moldes é a típica reação chamada cadaveric spasm ("espasmo cadavérico" em tradução literal do inglês, um enrijecimento muscular que ocorre no momento da morte), a posição vital na qual a pessoa foi atingida pela onda de calor", explicou. "Por exemplo, o molde da mãe que ainda está com a criança no colo, o corpo do homem sentado no banheiro e as pessoas que repousavam ou dormiam."

"Em caso de morte por sufocamento, a agonia é maior, a pessoa fica consciente por mais tempo e se movimenta", disse o pesquisador. Até agora se dava como certo, com base na posição dos corpos das vítimas, que os habitantes de Pompeia haviam morrido sufocados pelos gases da erupção. Mas não havia pesquisas para comprovar isso.

"Havia apenas a interpretação das posições das vítimas, considerando (as posições) como sendo fruto de uma agonia, mas (agora) demonstramos que a morte foi instantânea", disse Mastrolorenzo.

Risco

O estudo também indica que a área de risco em torno do vulcão, baseada no cálculo da quantidade de cinzas depositadas, é maior do que se pensava. "Observamos que o gás e a cinza podem conservar a alta temperatura em até 20 km de distância do vulcão.

Pensava-se que onde havia pouca cinza o risco era menor. Verificamos, no entanto, que mesmo havendo pouco material, a temperatura pode ser muito alta e ser a principal causa de morte", explicou o vulcanologista.

Na avaliação do cientista, os dados da pesquisa podem ser usados para rever o atual plano de emergência da defesa civil em Nápoles. O Vesúvio está situado a cerca de 10 km da cidade de Nápoles, uma das principais da Itália. Em torno do vulcão surgiram também diversas outras pequenas cidades.

Além do Vesúvio, Nápoles está muito próxima de um campo de atividade vulcânica chamado Campi Flegrei, e isto faz com que a região seja considerada como de alto risco. Segundo os especialistas do Observatório Vesuviano, o risco vulcânico é calculado com base em vários fatores: a possibilidade de que haja uma erupção, o número de pessoas e habitações envolvidas e os bens culturais e as indústrias presentes na área.

"Cerca de 5 milhões de pessoas vivem no raio de ação deste vulcão. A maior parte das catástrofes que se registraram ultimamente ocorreram por um erro de cálculo do risco por parte da defesa civil ", disse Mastrolorenzo.

Segundo o vulcanologista, não é possível prever quando o vulcão pode entrar em atividade novamente, nem a intensidade da erupção. A última erupção do Vesúvio foi em 1944.
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Pompéia, a cidade esquecida 

Vista superiorPompéia

Pompéia (Pompeii) era uma cidade no Golfo de Nápoles, na subida da montanha do Vesúvio.




Fundada pela comunidade Oschi foi conquistada e reconquistada por Gregos, depois por Otomanos e finalmente (mais ou menos no século VI antes de Cristo), foi conquistada pelos Romanos, e foi a partir daí que a cidade começou a prosperar.

Ao longo dos séculos foi se transformando na cidade mais importante da Região (na época era maior que Nápoles), por estar estrategicamente localizada no golfo, e por ter uma terra vulcânica muito fértil.
A cidade também era importante porque estava localizada ali uma das principais academias militares Romanas, disfarçada de "clube da Juventude" onde os jovens podiam ir se divertir com esportes como arremesso de lanças, corrida carregando armas, lutas de gladiadores, etc...
E quando se davam contas já estavam convocados pelo exército Romano e seguiam mundo afora conquistando territórios.

Porém, no ano 62 depois de Cristo, o Vesúvio começou a dar sinais de vida, e um terremoto destruiu parcialmente a cidade.
Como a cidade era muito próspera e rica, em alguns anos já estava quase tudo reconstruído.

No entanto a erupção verdadeira só aconteceu no dia 24 de agosto do ano 79 d.C., durando vários dias e destruindo as cidades de Pompéia, Herculano e Stabiae.

Um fato curioso é que Pompéia está bem longe do Vesúvio, a cidade não estava exatamente construída aos pés do vulcão....



Pompéia e Vesúvio ao fundo

E porque essas três cidades foram atingidas e as outras não?
Porque Stabiae desapareceu totalmente, Herculano foi totalmente destruída e Pompéia se conservou tão bem?
A resposta é: o vento.

A direção do vento levava bolas de lava ardente diretamente a Herculano e Stabiae, e para Pompéia gás tóxico e cinzas.



Casas

O que aconteceu com Pompéia foi: o vento levava gás tóxico que pouco a pouco, com o passar dos dias foi matando a população; os que sobreviveram fugiam na medida do possível, mas como já estavam intoxicados, acabavam morrendo também.



Pessoas

Quando o vento começou a trazer as cinzas, a cidade foi totalmente soterrada, matando quem ficou por lá, que já não eram muitos, e escondendo a cidade por 17 séculos.


Durante muito tempo, nada foi construído por lá, porque a população acreditava que a área tinha sofrido alguma maldição, um castigo dos deuses ou algo parecido, até que ela foi totalmente esquecida.



Grupo de pessoas, provavelmente familiares

As ruínas foram descobertas no final do século XVII quando tentaram construir um aqueduto que passaria por ali.



Ruínas

Então começaram a fazer as escavações e por falta de técnicas e cuidados destruíram uma das áreas mais importantes da cidade, o Fórum.



Fórum

No final do século XVIII, as escavações foram reiniciadas, com novas técnicas, e ao longo das décadas retiraram a cidade do esquecimento (ainda não terminaram de escavar tudo).

Uma das coisas mais curiosas de Pompéia é a existência de ‘vida’. Além das casas (algumas quase intactas) que mostravam bem como era o estilo de vida da população, templos, termas, lavanderias, restaurantes, teatros, arenas, clubes de sexo (os Pompeinos eram adeptos das orgias, adoração a deuses do sexo e afins).



Cozinha de uma casa



Arena vista por fora
Durante as escavações, os arqueólogos começaram a reparar que em algumas áreas das ruínas, as ‘pedras’ (resultado do acúmulo de cinzas por 18 séculos) tinham buracos, eram ocas... E um deles teve a brilhante idéia de colocar gesso por dentro, e fazer um molde pra ver o que era, antes de destruí-las.Faixa de pedestre

O restaurante estilo "self service" e os banheiros públicos, onde as pessoas iam fazer xixi (numero 2 tinha que ser feito em casa) e depois usavam a "amônia" (potente desinfetante) pra lavar as ruas da cidade.



Restaurante


Havia uma Arena (Anfiteatro) grande e uma pequena, e entre eles, uma praça cheia de bares. A arena com lutas de gladiadores (animais Vs prisioneiros de guerra), o clube da juventude e o templo das orgias.



Anfiteatro

O que mais me chamou a atenção nesta cidade é que, ao ser destruída somente pela força em que o vento trouxe o material vulcânico, os Romanos perderam um de seus mais importantes centros de formação de seus Exércitos; e algum tempo mais tarde e por mais outros fatores, o Império Romano deixou de existir. 
Faixa de pedestre

O restaurante estilo "self service" e os banheiros públicos, onde as pessoas iam fazer xixi (numero 2 tinha que ser feito em casa) e depois usavam a "amônia" (potente desinfetante) pra lavar as ruas da cidade.



Restaurante


Havia uma Arena (Anfiteatro) grande e uma pequena, e entre eles, uma praça cheia de bares. A arena com lutas de gladiadores (animais Vs prisioneiros de guerra), o clube da juventude e o templo das orgias.



Anfiteatro

O que mais me chamou a atenção nesta cidade é que, ao ser destruída somente pela força em que o vento trouxe o material vulcânico, os Romanos perderam um de seus mais importantes centros de formação de seus Exércitos; e algum tempo mais tarde e por mais outros fatores, o Império Romano deixou de existir. 
Imagem relacionadaImagem relacionadaImagem relacionada



Arqueólogos ainda escavam até hoje

O resultado é que foram descobertas dezenas de pessoas, e animais.... Famílias inteiras, adultos, crianças, animais... 




Alguns escondidos em cantos das casas (como o menino que aparece em posição de prece), outros dormindo, e outros gritando de terror...




A cinza tóxica aderia à pele e ia cobrindo e matando as pessoas lentamente. Uma vez mortos, e com outros metros de cinzas cobrindo seus corpos, a área se sedimentou, os corpos apodreceram no seu interior e o espaço que um dia foi ocupado por seres humanos agonizantes ficou pra sempre.




Hoje em dia são estátuas, embora foi um trabalho datado por volta de 1800, sem muita tecnologia, mas dá pra ver exatamente qual eram mulheres, homens, bebês... 




Os que morreram dormindo e os que foram surpreendidos vivos... Muito impressionante, e que torna tudo muito real... 
Dão pra ver exatamente as expressões faciais, as dobras das roupas, as tiras das sandálias romanas entre os dedos com tiras amarradas no tornozelo...




Tem também algumas coisas interessantes, como a faixa de pedestre, que são umas pedras gigantes do meio da rua, pra diminuir a velocidade das carroças, as cozinhas com compartimentos pra água quente, água fria, etc.




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